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Em nova vitória de
Hahn/Khodair, Ricci/Derani conquistam título
Dupla da CRT garantiu-se
matematicamente como campeã da temporada 2009 com o segundo lugar em
Curitiba
Apenas um vencedor, mas
duas equipes comemorando. A bandeirada após as 43 voltas da 14ª etapa do
Itaipava GT3 Brasil, em Curitiba, trouxe a felicidade da dupla formada por
Marcelo Hahn e Allam Khodair, da Blausiegel, por sua segunda vitória no
campeonato – a primeira havia sido conquistada ontem -, e a explosão
misturada com alívio para Cláudio Ricci e Rafael Derani, da equipe CRT, pela
conquista antecipada do título de 2009. Com o resultado, nem Ricardo
Maurício e nem a dupla vencedora de hoje podem mais alcançar a dupla do
carro número 3 na disputa do campeonato, independente do número de descartes
obrigatórios pelo regulamento.
Em uma corrida que começou com Daniel Serra e seu Ferrari Scuderia
disparando na frente dos F430 de Cláudio Ricci e Allam Khodair após a
largada, as equipes bolavam suas estratégias de parada nos boxes. Khodair
pressionou Ricci até que o gaúcho parasse nos boxes, na penúltima volta da
janela obrigatória para a troca de pilotos; o paulista da Blausiegel parou
no giro seguinte e entregou o carro a Marcelo Hahn, estratégia que deu
certo, já que o Ferrari número 16 voltou à frente do carro amarelo da CRT.
"Tentei pressionar o Ricci o tempo inteiro, mas quando eu entrava muito
perto dele nas curvas de alta velocidade, o carro perdia downforce e
escapava de frente. Então minha estratégia foi a de forçar sempre, mas sem
arriscar, porque eu sabia que o Marcelo teria um ritmo parecido com o do
Rafael Derani após a troca, e no final ele estava até mais rápido”, lembrou
Khodair.
"A estratégia de parar no final da janela obrigatória foi fundamental.
Quando o Ricci parou nos boxes, o Allam fez uma volta espetacular e consegui
sair na frente do Rafael (Derani)”, lembrou Hahn. "Vi que meu ritmo estava
melhor que o do Chico (Longo) e quando ele errou na saída do ‘S’ de Alta,
aproveitei para fazer a ultrapassagem”, contou o piloto sobre a manobra
executada no fim da volta 33.
Dois giros depois, foi a vez de Rafael Derani superar o Ferrari Scuderia, e
na 39ª, Norberto Gresse fez o mesmo para assumir o terceiro lugar depois de
assumir a condução do Porsche 997 no lugar de Hoover Orsi. O F430 número 3
da CRT esteve o tempo todo em uma posição confortável que lhe garantisse
matematicamente o título de pilotos. "Só não estivemos no pódio nas duas
corridas em que não pontuamos na primeira metade da temporada. Isso mostra a
nossa regularidade durante o campeonato”, apontou Cláudio Ricci.
No final, Marcelo Hahn cruzou a linha de chegada com 7s795 de vantagem para
Rafael Derani, o segundo. Betinho Gresse levou o Porsche 997 à terceira
posição, com Chico Longo (parceiro de Daniel Serra) em quarto com o Scuderia
e Ramon Matias (que corre com Matheus Stumpf), autor da melhor volta da
corrida, fechando os cinco primeiros com o Dodge Viper.
"Havíamos planejado esta vitória. Já estávamos merecendo havia muito tempo.
Tivemos muita falta de sorte durante a temporada, mesmo tendo um carro
rápido. Graças a Deus deu tudo certo nesse final de semana”, comemorou o
piloto da Blausiegel.
"Chegamos a Curitiba com vantagem matemática e chance de garantir o título,
então nos preocupamos em fazer o melhor trabalho possível para que isso se
tornasse realidade. Hoje tivemos uma prova bastante difícil; o ABS parou de
funcionar e as rodas travavam muito facilmente nas freadas. Mesmo assim,
corremos pensando no título e agora vamos correr em casa sem pressão nenhuma
por resultado, o que é bom demais, já que vamos competir pensando sim na
vitória, mas sobretudo pela diversão”, celebrou Rafael Derani.
"A adrenalina estava lá em cima o tempo todo. O Khodair é um ótimo piloto e
me pressionou o tempo todo. Corremos aqui em Curitiba com um lastro de 50
quilos e nesse calor os freios foram prejudicados, a ponto de perdermos o
ABS logo que o Rafael pegou o carro e foi à pista. Mas a equipe fez um
trabalho excepcional, tenho muito a agradecer a eles. Agora vamos para
Interlagos para fazer o que mais gostamos, que é guiar esse carro de corrida
maravilhoso, e esperar por um 2010 sensacional”, falou Cláudio Ricci, que ao
lado de Derani garantiram 207 pontos e não podem mais ser alcançados na
tabela do campeonato.
Hoover Orsi repetiu ao lado de Norberto Gresse o terceiro lugar da prova
disputada no sábado. A dupla, que liderava a corrida de ontem com 20
segundos de vantagem, teve de abdicar da liderança pela quebra da 5ª e 6ª
marchas do Porsche 997. Hoje, a dupla ficou sem a embreagem, mas mesmo assim
manteve um ritmo forte. "Estou contente por hoje, mas frustrado por não
termos vencido ontem. Doeu, para falar a verdade. O Porsche melhorou da
corrida do Rio de Janeiro para cá e estamos com um ritmo competitivo e
constante. Vamos andar muito bem em São Paulo”, prometeu o sul-matogrossense.
"Com a quebra da embreagem, a aproximação das curvas ficou mais difícil pelo
fato de termos que fazer o punta-taco (manobra em que o piloto dá leves
toques no acelerador com o calcanhar enquanto usa a ponta do pé direito
pressionando o freio), que ‘jogava’ o carro mais para a frente e me
obrigava a frear um pouco mais cedo. Perdemos ontem por causa do câmbio, mas
no final das contas os dois terceiros lugares foram bons resultados para
nós”, disse Gresse.
O Itaipava GT3 Brasil faz sua rodada dupla de encerramento da temporada 2009
nos dias 28 e 29 de novembro no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.
Resultado da 14ª etapa do Itaipava GT3 Brasil:
1º) M.Hahn/A.Khodair (FE, SP/SP), 43 voltas em 1h00min55s497 (média de
156,47 km/h)
2º) R.Derani/C.Ricci (FE , SP/RS), a 7s795
3º) H.Orsi/B.Gresse (PO , MS/SP), a 15s393
4º) C.Longo/D.Serra (FS , SP/SP), a 21s306
5º) R.Matias/M.Stumpf (VI , RS/RS), a 38s906
6º) R.Mauricio/M.Paludo (PO , SP/RS), a 1min14s432
7º) B.Garfinkel/C.Serra (LA , SP/SP), a 1 volta
8º) L.F.Derani/C.Pasetti (FE , SP/SP), a 1 volta
9º) F.Poeta/J.Santanna (FE , SP/RS), a 2 voltas
10º) W.Derani/R.Santos (FE , SP/SP), a 4 voltas
Melhor Volta: R.Matias/M.Stumpf, 1min20s695 (164,84 km/h)
Legenda: FE – Ferrari F430; FS – Ferrari Scuderia; PO – Porsche 997;VI –
Dodge Viperl LA – Lamborghini Gallardo
Fonte: CRONOMAP
A classificação do Itaipava GT3 Brasil após 14 corridas disputadas (sem
descartes):
1º) Rafael Derani/Cláudio Ricci, Ferrari F430, 207 pontos (Campeões)
2º) Marcelo Hahn/Allam Khodair, Ferrari F430, 186
3º) Ricardo Maurício, Porsche 997, 172
4º) Miguel Paludo, Porsche 997, 135
5º) Thiago Camilo, Porsche 997, 131
6º) Walter Derani/Rodolpho Santos, Ferrari F430, 128
7º) Chico Longo/Daniel Serra, Ferrari Scuderia, 112
8º) Fernando Poeta, Ferrari F430, 109
9º) Chico Serra/Bruno Garfinkel, Lamborghini Gallardo, 98
10º) Duda Rosa, Ferrari F430, 92
11º) Norberto Gresse, Porsche 997, 91
12º) Antônio Hermann, Porsche 997, 88
13º) Fábio Ebrahim, Ferrari F430, 72
14º) Matheus Stumpf/Ramon Matias, Dodge Viper, 69
15º) Ronaldo Freitas, Porsche 997, 62
16º) Clemente Lunardi, Ford GT, 57
17º) Wagner Ebrahim, Dodge Viper, 56
18º) Beto Posses, Porsche 997, 37
19º) Constantino Júnior, Ford GT, 35
20º) Alceu Feldmann, Porsche 997, 32
21º) Lico Kaesemodel, Porsche 997, 30
22º) Hoover Orsi, Porsche 997, 30
23º) Nelson Merlo, Ferrari F430, 22
Ricardo Rosset, Ford GT, 22
24º) L. Derani/C.Pasetti, Ferrari F430, 21
25º) J. Santanna, Ferrari F430, 17
26º) Renato Stumpf, Dodge Viper, 6
Ferrari F430: uma
história de sucesso
Veja como o trabalho técnico de
equalização do supercarro italiano o fez andar no mesmo ritmo dos rivais.
Enquanto na Europa a solução foi a homologação do Ferrari Scuderia, no
Brasil os organizadores usaram uma solução caseira – e de custo muito mais
baixo
A idéia inicial quando da
criação da GT3 na Europa era realizar uma "copa das copas”, reunindo os
carros que competiam na Porsche Cup, Ferrari Challenge, entre outras marcas,
como Lamborghini, Aston Martin, Dodge Viper, etc.. O projeto do criador da
categoria, Stéphane Ratel, da SRO, era equilibrar os carros para uma
competição tão única quanto espetacular. Este é o conceito original da GT3,
com a participação das fabricantes. No entanto, a fábrica da Ferrari não se
envolveu oficialmente no campeonato, cabendo a algumas equipes o
desenvolvimento do F430, o que gerou certa desvantagem para os partidários
do bólido italiano.
No primeiro campeonato europeu, em 2006, os modelos italianos não foram bem
porque os carros inscritos eram os mesmos que disputavam o Ferrari Challenge.
E como o apoio da fábrica não se confirmou, as equipes Kessel Racing e JMB –
ambas suíças – se juntaram para desenvolver o carro por conta própria e
deixá-lo competitivo. Este aspecto se refletiu nos resultados da marca em
todos os campeonatos de GT3 disputados no mundo.
Para o campeonato de 2007, a posição dos radiadores do F430 foi alterada,
assim como a aerodinâmica na parte dianteira, freios e o tamanho das rodas
traseiras, que foi diminuído – de aro 19 para 18. Como resultado, naquele
ano a marca conquistou o título de pilotos. Entre os carros, o campeão foi o
Corvette. No fim daquele ano, o Brasil estrearia seu campeonato, com boas
apresentações do Ferrari, especialmente nos momentos de maior performance –
o gaúcho Claudio Ricci, por exemplo, foi o que mais conquistou melhores
voltas entre os participantes – 6 entre 10.
No fim da temporada 2007, Loris Kessel assumiu toda a preparação dos F430 e
fez sugestões à FIA (Federação Internacional do Automóvel) com outro projeto
de atualização do modelo. A Federação, no entanto, vetou as alterações para
2008 e um carro que em 2007 era promissor, na temporada seguinte não teve o
seu potencial confirmado. A FIA só permitiria a redução do peso do carro do
ano anterior em 50 quilos, algo tecnicamente impossível, já que o bólido
estava em seu limite de peso, insuficiente para acompanhar a evolução dos
demais modelos, alguns totalmente refeitos.
Por isso, a saída que a equipe Kessel enxergou para 2009 foi a homologação
de um novo modelo – o Ferrari Scuderia -, nada mais que uma atualização mais
agressiva do F430, mas que competiria como um novo modelo Ferrari.
No entanto, a Kessel pediu uma quantia alta para fazer a atualização dos
F430 que competiam no Brasil e homologá-los como o modelo Scuderia. O valor
apenas para uma atualização, era totalmente incompatível com a realidade do
mercado brasileiro. E isso aconteceu no início de 2009, bem no auge da crise
econômica mundial, o que comprometeu a participação de muitas equipes e
pilotos não só no Itaipava GT3 Brasil, mas no automobilismo como um todo – e
em todos os países.
Além disso, por causa do curto tempo disponível, Kessel produziria apenas
seis unidades do Scuderia para os campeonatos europeus e mais seis para
outros países. Destes, somente dois seriam destinados para o Brasil, um com
entrega prevista para o primeiro no final de maio e o segundo em julho –
meses após a abertura da temporada do Itaipava GT3 Brasil.
Quem conseguiu fazer a mudança para o Scuderia foi o piloto Francisco Longo,
porque seu F430 já estava na Europa para reparos e aproveitou para fazer as
atualizações. E, por isso, seu carro só estreou no campeonato na terceira
rodada dupla da temporada 2009.
Assim, as equipes brasileiras que competiam com o F430 – maioria no grid –
se mobilizaram para tentar atualizar os carros de uma maneira eficiente e
barata: aumentando a cilindrada de 4.300cm³ para 4.700cm³ – acréscimo do
diâmetro e curso do pistão – a fim de aumentar a potência; foi adicionado um
radiador de água lateral e um para o óleo do acionamento do sistema
hidráulico do câmbio. Com o auxílio de um engenheiro italiano especializado,
alguns kits exclusivos foram encomendados para o Brasil. A partir dessa
decisão, quatro motores foram montados em uma semana, com resultados
surpreendentes, já que até agora não foi registrada nenhuma quebra.
Foi uma medida eficiente, de baixo custo e que atendeu aos competidores de
imediato, e evitou a espera pela atualização da Kessel, prevista para durar
meses. A equipe CRT foi a que mais andou antes do início da temporada, tendo
feito cerca de dois mil quilômetros somente em testes. O time também ganhou
reforços em sua área técnica. Como resultado deste esforço, sua principal
dupla de pilotos – que havia andado bem no ano anterior – deu um salto de
qualidade.
De acordo com o diretor técnico da SRO Latin America, Ivo Sznelwar, ainda
haveria uma "fase dois” no desenvolvimento do modelo em 2009, mas foi vetada
tanto pela SRO Latin America como pela CBA (Confederação Brasileira de
Automobilismo) porque o campeonato já apresentava equilíbrio e o Ferrari já
era um carro rápido, sempre com desempenho parelho em relação aos demais
modelos. Segundo Sznelwar, os pilotos que competem com o modelo italiano até
pediram que houvesse esta "fase dois” para que fosse diminuído o diâmetro do
restritor de ar (a fim de diminuir a potência) para que, assim, as equipes
tivessem uma margem de manobra e não precisassem de mais desenvolvimentos.
"Foi uma transformação feita com risco controlado, que alcançou um resultado
mais do que satisfatório”, disse Ivo. "Nos testes de equilíbrio de
desempenho em Interlagos, pouco antes do Christophe Bouchut (piloto oficial
de testes da GT3 para a FIA) andar nos carros, o Dodge Viper virou 1min36s
com o Matheus Stumpf, mesmo tempo do Ferrari F430 do Allam Khodair; e no
final daquela tarde, o Ricardo Maurício virou 1min35s8 com o Porsche 997 –
isso depois do Bouchut ter testado o carro alemão”, lembrou. Ou seja, os
tempos de pista eram rigorosamente similares. A SRO havia alcançado seu
objetivo.
Depois de estrear em 2007, os modelos Ferrari pela primeira vez acompanham
na pista o ritmo dos seus concorrentes. Antes, apesar da velocidade nos
momentos de melhor configuração (como nas tomadas de tempo), o modelo
apresentava perda de desempenho ao longo da corrida. Agora, o F430
conquistou o título de pilotos com Cláudio Ricci/Rafael Derani, ajudado
também pelo fato de ser o modelo mais numeroso do grid e de ser preparado
por algumas das equipes que mais investem na categoria.
Sobre o Itaipava GT3
Brasil: Realizado por SRO Latin America, o Itaipava GT3 Brasil tem
patrocínio da Itaipava e co-patrocínio da Pirelli. A Petrobras é o
combustível oficial da categoria.
Site:
www.gt3.com.br
Queirolo vence e volta
à liderança em Curitiba
Quinto lugar de André Posses colocou
piloto do Itaipava Racing Team dois pontos à frente de rival antes da última
etapa, que será disputada em São Paulo
Depois de cinco corridas,
Pedro Queirolo refez as pazes com a vitória. O piloto do Itaipava Racing
Team, que largou da pole position, teve calma para administrar seu ritmo
pensando nos pontos, manter o então líder do campeonato André Posses atrás
de si e herdar a liderança após quebra do Maserati número 82 de William
Freire/Marçal Melo. O resultado o recolocou na liderança da temporada 2009,
dois pontos à frente de Posses, que hoje cruzou a linha de chegada na quinta
posição.
Cleber Faria, segundo colocado na corrida, foi a 85 pontos e também alimenta
chances matemáticas de conquistar o título em São Paulo, no dia 29 de
novembro, data da última etapa do Itaipava Trofeo Maserati em 2009. Vanuê
Faria cruzou a linha de chegada em terceiro lugar, mas foi punido pela
direção de prova por cortar caminho na chicane após a reta principal,
perdendo uma posição; assim, a dupla formada por Eduardo Guedes e Marcelo
Skaf ficou com a terceira posição.
Na largada, Queirolo perdeu a liderança para William Freire e se viu no meio
de um "bolo” na freada para a primeira curva. "O William acelerou um pouco
antes de mim e foi para a direita, e vi que ia se formar um bolo no fim da
reta. Fui espremido por vários carros, consegui desviar e mantive a segunda
posição, mas eu era pressionado pelo André Posses, que vinha bem rápido”,
lembrou o novo líder do campeonato. "Enquanto o William abria distância, eu
mantinha um bom ritmo, porque sabia que quando ele parasse para entregar o
carro ao Marçal (Melo) eu teria confiança para alcançá-lo”, contou.
Não precisou. William Freire teve de abandonar a corrida na 17ª volta. Seu
Maserati teve uma quebra em um raio da roda dianteira, que afetou a pinça de
freio. "Foi fadiga na peça e um azar enorme”, lamentou o parceiro de Marçal
Melo, que lutava por sua primeira vitória no Itaipava Trofeo Maserati.
Cleber Faria também passou por momentos difíceis na corrida. Na segunda
volta, o carro da dupla Cláudio Dahruj/Renan Guerra quebrou o câmbio, e no
final da reta, Faria não consegui evitar o impacto contra a traseira do
adversário. "Fui bastante cuidadoso na largada porque não queria bater para
que o carro não ficasse desalinhado, mas aí o Maserati do Dahruj quebrou o
câmbio bem na minha frente e foi impossível desviar”, narrou. "Com a batida,
veio um cheiro muito forte de gasolina para dentro do carro e algum fluido
vazou para os freios e acabei rodando logo depois”, continuou.
"Mas nas voltas seguintes o carro voltou ao normal. O problema foi que a
nossa parada demorou um pouco além do normal. Mas não há o que lamentar. O
segundo lugar foi um ótimo resultado. Estou na briga pelo título. Interlagos
nos espera”, concluiu o terceiro colocado na temporada, que durante o final
de semana sofreu com problemas no carro e teve motor e câmbio trocados.
A dobradinha de Queirolo e Faria garantiu ao Itaipava Racing Team o título
antecipado entre as equipes. O de pilotos segue em aberto: Queirolo lidera
com 93 pontos contra 91 de André Posses e 85 de Cleber Faria. "A corrida de
hoje foi difícil, o carro não rendia muito bem na reta. Fiz o que pude, e o
importante foi chegar nos pontos para decidir o título em Interlagos”,
afirmou Posses.
A nona – e última – etapa da temporada 2009 do Itaipava Trofeo Maserati
acontece no dia 29 de novembro no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.
Confira o resultado da oitava etapa, em Curitiba:
1º) Pedro Queirolo (SP), 32 voltas em 50min23s168 (média de 140,80 km/h)
2º) Cleber Faria (SP), a 25s491
3º) E.Guedes/M.Skaf (SP), a 36s804
4º) Vanuê Faria (SP), a 34s442* (punido com a perda de uma posição)
5º) André Posses (SP), a 36s987
6º) Alexandre Morsa (SP), a 45s623
7º) Marcello Sant'anna (SP), a 50s645
8º) S.Melo/C.Burza (SP), a 56s349
9º) Valter Rossete (SP), a 1min23s319
10º) M.Melo/W.Freire (SP), a 15 voltas
11º) C.Dahruj/R.Guerra (SP), a 30 voltas
Melhor Volta: André Posses, 1min29s195 (149,13 km/h)
Classificação do campeonato após a oito corridas disputadas:
1-) Pedro Queirolo, 93 pontos
2-) André Posses, 91
3-) Cleber Faria, 85
4-) Edu Guedes, 72
5-) Cláudio Dahruj/Renan Guerra, 65
6-) Marcelo Skaf, 53
7-) Marçal de Melo e Bruno Garfinkel, 51
9-) Carlos Burza e Marcelo Sant’Anna, 49
11-) Vanuê Faria, 44
12-) Samuel Neto, 33
13-) Henrique Assunção, 30
14-) William Freire, 23
15-) Ricardo Ribeiro, 20
16-) Hypolito Martinez, 15
17-) Rafael Derani, Fabio Greco e Sergio Laganá, 14
20-) Valter Rossete, 13
21-) Roberto Laganá, 8
22-) Ricardo Straus e Walter Derani, 7
24-) Lineu Linardi, 6
25-) André Morsa e Alexandre Morsa, 5
27-) Artur Bragantini, 4
28-) M.Barros/R.Ferreira, 2
Sobre o Itaipava Trofeo Maserati: Realizado pela Auto+
Entretenimento, o Itaipava Trofeo Maserati tem patrocínio da Itaipava,
co-patrocínio da Pirelli e apoio de Dedine, Krones, Ziemann Liess e T.N.T.
Energy Drink.
Confira o site da categoria:
www.itaipavatrofeomaserati.com.br
Texto e Informações:
Rodolpho Siqueira/Caio Moraes/Cleber Bernuci (ReUnion Press)
Rolf
vence pela terceira vez na temporada e se mantém na briga pelo título de
2009
Resultado de
Curitiba (PR) levou a decisão do campeonato para a etapa final, no dia 29 de
novembro, em São Paulo (SP)
O paulista Rolf Gemperli conquistou neste
domingo (1), em Curitiba (PR), sua terceira vitória em sete etapas da Copa
Clio. Desta forma, tornou-se o piloto que mais ganhou neste ano, empatado
com o companheiro de equipe, José Vitte. O resultado manteve aberta a
disputa pelo título entre os dois competidores da W Racing. José Vitte subiu
para 127 pontos e Rolf Gemperli assumiu a vice-liderança, com 105.
Além deles, outro que reúne chances matemáticas é Rodolfo Pousa, que agora
tem 104. Depois de dominar os treinos livres, Rolf Gemperli perdeu a pole
position no sábado (31), largou apenas em quarto lugar, mas conseguiu
imprimir um ritmo forte o tempo inteiro e escapou das inúmeras confusões que
marcaram a corrida. Uma delas, um susto e tanto: ele quase atingiu o carro
de segurança, que entrou de repente no traçado.
"Estávamos num ponto muito rápido do circuito e o safety car não poderia ter
entrado ali da forma que entrou. Tive que frear forte para evitar uma
catástrofe”, contou Rolf Gemperli. "Não foi uma prova fácil, mas consegui
atingir o objetivo, que era vencer e levar a decisão para Interlagos. Me
sinto muito bem preparado, porque venci as últimas duas corridas disputadas
lá”, acrescentou.
Apesar dos incidentes que envolveram todos os candidatos à vitória, o
primeiro colocado deixou claro que tinha as melhores possibilidades de subir
ao lugar mais alto do pódio registrando a melhor volta da prova em Curitiba.
"Nós tínhamos um carro bem acertado, perdemos a pole position por um
detalhe, mas sabíamos que seríamos competitivos na corrida”, concluiu Rolf
Gemperli.
Os dez primeiros em Curitiba
1º) 1 - Rolf Gemperli (SP), 21 voltas em 38:45.960
2º) 9 - José C Vitte (SP), a 0.366
3º) 13 - Rodolfo Pousa (SP), a 0.950
4º) 15 - Raulino Kreis Jr (SC), a 4.473
5º) 21 - Cesare Marrucci (SP), a 4.848
6º) 3 - Claudio Zanotto Jr (MT), a 5.193
7º) 55 - Roberto Santos (SP), a 6.216
8º) 66 - Almir Morales (SC), a 9.353
9º) 47 - Carlos Victorino (RJ), a 23.886
10º) 0 - Wagner Cardoso (PR), a 2 voltas
O campeonato (após 7 de 8 etapas)
1 José Vitte, 127 pontos
2 Rolf Gemperli, 105
3 Rodolfo Pousa, 104
4 Edson do Valle, 97
5 Wagner Cardoso, 74
6 Cesare Marrucci, 29
Texto e Informações:
Dinho Leme Comunicação
Fotos: Valmir de Lara

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