Em nova vitória de Hahn/Khodair, Ricci/Derani conquistam título
Dupla da CRT garantiu-se matematicamente como campeã da temporada 2009 com o segundo lugar em Curitiba
 

Apenas um vencedor, mas duas equipes comemorando. A bandeirada após as 43 voltas da 14ª etapa do Itaipava GT3 Brasil, em Curitiba, trouxe a felicidade da dupla formada por Marcelo Hahn e Allam Khodair, da Blausiegel, por sua segunda vitória no campeonato – a primeira havia sido conquistada ontem -, e a explosão misturada com alívio para Cláudio Ricci e Rafael Derani, da equipe CRT, pela conquista antecipada do título de 2009. Com o resultado, nem Ricardo Maurício e nem a dupla vencedora de hoje podem mais alcançar a dupla do carro número 3 na disputa do campeonato, independente do número de descartes obrigatórios pelo regulamento.

Em uma corrida que começou com Daniel Serra e seu Ferrari Scuderia disparando na frente dos F430 de Cláudio Ricci e Allam Khodair após a largada, as equipes bolavam suas estratégias de parada nos boxes. Khodair pressionou Ricci até que o gaúcho parasse nos boxes, na penúltima volta da janela obrigatória para a troca de pilotos; o paulista da Blausiegel parou no giro seguinte e entregou o carro a Marcelo Hahn, estratégia que deu certo, já que o Ferrari número 16 voltou à frente do carro amarelo da CRT.

"Tentei pressionar o Ricci o tempo inteiro, mas quando eu entrava muito perto dele nas curvas de alta velocidade, o carro perdia downforce e escapava de frente. Então minha estratégia foi a de forçar sempre, mas sem arriscar, porque eu sabia que o Marcelo teria um ritmo parecido com o do Rafael Derani após a troca, e no final ele estava até mais rápido”, lembrou Khodair.

"A estratégia de parar no final da janela obrigatória foi fundamental. Quando o Ricci parou nos boxes, o Allam fez uma volta espetacular e consegui sair na frente do Rafael (Derani)”, lembrou Hahn. "Vi que meu ritmo estava melhor que o do Chico (Longo) e quando ele errou na saída do ‘S’ de Alta, aproveitei para fazer a ultrapassagem”, contou o piloto sobre a manobra executada no fim da volta 33.

Dois giros depois, foi a vez de Rafael Derani superar o Ferrari Scuderia, e na 39ª, Norberto Gresse fez o mesmo para assumir o terceiro lugar depois de assumir a condução do Porsche 997 no lugar de Hoover Orsi. O F430 número 3 da CRT esteve o tempo todo em uma posição confortável que lhe garantisse matematicamente o título de pilotos. "Só não estivemos no pódio nas duas corridas em que não pontuamos na primeira metade da temporada. Isso mostra a nossa regularidade durante o campeonato”, apontou Cláudio Ricci.

No final, Marcelo Hahn cruzou a linha de chegada com 7s795 de vantagem para Rafael Derani, o segundo. Betinho Gresse levou o Porsche 997 à terceira posição, com Chico Longo (parceiro de Daniel Serra) em quarto com o Scuderia e Ramon Matias (que corre com Matheus Stumpf), autor da melhor volta da corrida, fechando os cinco primeiros com o Dodge Viper.

"Havíamos planejado esta vitória. Já estávamos merecendo havia muito tempo. Tivemos muita falta de sorte durante a temporada, mesmo tendo um carro rápido. Graças a Deus deu tudo certo nesse final de semana”, comemorou o piloto da Blausiegel.

"Chegamos a Curitiba com vantagem matemática e chance de garantir o título, então nos preocupamos em fazer o melhor trabalho possível para que isso se tornasse realidade. Hoje tivemos uma prova bastante difícil; o ABS parou de funcionar e as rodas travavam muito facilmente nas freadas. Mesmo assim, corremos pensando no título e agora vamos correr em casa sem pressão nenhuma por resultado, o que é bom demais, já que vamos competir pensando sim na vitória, mas sobretudo pela diversão”, celebrou Rafael Derani.

"A adrenalina estava lá em cima o tempo todo. O Khodair é um ótimo piloto e me pressionou o tempo todo. Corremos aqui em Curitiba com um lastro de 50 quilos e nesse calor os freios foram prejudicados, a ponto de perdermos o ABS logo que o Rafael pegou o carro e foi à pista. Mas a equipe fez um trabalho excepcional, tenho muito a agradecer a eles. Agora vamos para Interlagos para fazer o que mais gostamos, que é guiar esse carro de corrida maravilhoso, e esperar por um 2010 sensacional”, falou Cláudio Ricci, que ao lado de Derani garantiram 207 pontos e não podem mais ser alcançados na tabela do campeonato.

Hoover Orsi repetiu ao lado de Norberto Gresse o terceiro lugar da prova disputada no sábado. A dupla, que liderava a corrida de ontem com 20 segundos de vantagem, teve de abdicar da liderança pela quebra da 5ª e 6ª marchas do Porsche 997. Hoje, a dupla ficou sem a embreagem, mas mesmo assim manteve um ritmo forte. "Estou contente por hoje, mas frustrado por não termos vencido ontem. Doeu, para falar a verdade. O Porsche melhorou da corrida do Rio de Janeiro para cá e estamos com um ritmo competitivo e constante. Vamos andar muito bem em São Paulo”, prometeu o sul-matogrossense.

"Com a quebra da embreagem, a aproximação das curvas ficou mais difícil pelo fato de termos que fazer o punta-taco (manobra em que o piloto dá leves toques no acelerador com o calcanhar enquanto usa a ponta do pé direito pressionando o freio), que ‘jogava’ o carro mais para a frente e me obrigava a frear um pouco mais cedo. Perdemos ontem por causa do câmbio, mas no final das contas os dois terceiros lugares foram bons resultados para nós”, disse Gresse.

O Itaipava GT3 Brasil faz sua rodada dupla de encerramento da temporada 2009 nos dias 28 e 29 de novembro no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Resultado da 14ª etapa do Itaipava GT3 Brasil:

1º) M.Hahn/A.Khodair (FE, SP/SP), 43 voltas em 1h00min55s497 (média de 156,47 km/h)
2º) R.Derani/C.Ricci (FE , SP/RS), a 7s795
3º) H.Orsi/B.Gresse (PO , MS/SP), a 15s393
4º) C.Longo/D.Serra (FS , SP/SP), a 21s306
5º) R.Matias/M.Stumpf (VI , RS/RS), a 38s906
6º) R.Mauricio/M.Paludo (PO , SP/RS), a 1min14s432
7º) B.Garfinkel/C.Serra (LA , SP/SP), a 1 volta
8º) L.F.Derani/C.Pasetti (FE , SP/SP), a 1 volta
9º) F.Poeta/J.Santanna (FE , SP/RS), a 2 voltas
10º) W.Derani/R.Santos (FE , SP/SP), a 4 voltas
Melhor Volta: R.Matias/M.Stumpf, 1min20s695 (164,84 km/h)

Legenda: FE – Ferrari F430; FS – Ferrari Scuderia; PO – Porsche 997;VI – Dodge Viperl LA – Lamborghini Gallardo
Fonte: CRONOMAP

A classificação do Itaipava GT3 Brasil após 14 corridas disputadas (sem descartes):

1º) Rafael Derani/Cláudio Ricci, Ferrari F430, 207 pontos (Campeões)
2º) Marcelo Hahn/Allam Khodair, Ferrari F430, 186
3º) Ricardo Maurício, Porsche 997, 172
4º) Miguel Paludo, Porsche 997, 135
5º) Thiago Camilo, Porsche 997, 131
6º) Walter Derani/Rodolpho Santos, Ferrari F430, 128
7º) Chico Longo/Daniel Serra, Ferrari Scuderia, 112
8º) Fernando Poeta, Ferrari F430, 109
9º) Chico Serra/Bruno Garfinkel, Lamborghini Gallardo, 98
10º) Duda Rosa, Ferrari F430, 92
11º) Norberto Gresse, Porsche 997, 91
12º) Antônio Hermann, Porsche 997, 88
13º) Fábio Ebrahim, Ferrari F430, 72
14º) Matheus Stumpf/Ramon Matias, Dodge Viper, 69
15º) Ronaldo Freitas, Porsche 997, 62
16º) Clemente Lunardi, Ford GT, 57
17º) Wagner Ebrahim, Dodge Viper, 56
18º) Beto Posses, Porsche 997, 37
19º) Constantino Júnior, Ford GT, 35
20º) Alceu Feldmann, Porsche 997, 32
21º) Lico Kaesemodel, Porsche 997, 30
22º) Hoover Orsi, Porsche 997, 30
23º) Nelson Merlo, Ferrari F430, 22
Ricardo Rosset, Ford GT, 22
24º) L. Derani/C.Pasetti, Ferrari F430, 21
25º) J. Santanna, Ferrari F430, 17
26º) Renato Stumpf, Dodge Viper, 6

 

Ferrari F430: uma história de sucesso
Veja como o trabalho técnico de equalização do supercarro italiano o fez andar no mesmo ritmo dos rivais. Enquanto na Europa a solução foi a homologação do Ferrari Scuderia, no Brasil os organizadores usaram uma solução caseira – e de custo muito mais baixo
 

A idéia inicial quando da criação da GT3 na Europa era realizar uma "copa das copas”, reunindo os carros que competiam na Porsche Cup, Ferrari Challenge, entre outras marcas, como Lamborghini, Aston Martin, Dodge Viper, etc.. O projeto do criador da categoria, Stéphane Ratel, da SRO, era equilibrar os carros para uma competição tão única quanto espetacular. Este é o conceito original da GT3, com a participação das fabricantes. No entanto, a fábrica da Ferrari não se envolveu oficialmente no campeonato, cabendo a algumas equipes o desenvolvimento do F430, o que gerou certa desvantagem para os partidários do bólido italiano.

No primeiro campeonato europeu, em 2006, os modelos italianos não foram bem porque os carros inscritos eram os mesmos que disputavam o Ferrari Challenge. E como o apoio da fábrica não se confirmou, as equipes Kessel Racing e JMB – ambas suíças – se juntaram para desenvolver o carro por conta própria e deixá-lo competitivo. Este aspecto se refletiu nos resultados da marca em todos os campeonatos de GT3 disputados no mundo.

Para o campeonato de 2007, a posição dos radiadores do F430 foi alterada, assim como a aerodinâmica na parte dianteira, freios e o tamanho das rodas traseiras, que foi diminuído – de aro 19 para 18. Como resultado, naquele ano a marca conquistou o título de pilotos. Entre os carros, o campeão foi o Corvette. No fim daquele ano, o Brasil estrearia seu campeonato, com boas apresentações do Ferrari, especialmente nos momentos de maior performance – o gaúcho Claudio Ricci, por exemplo, foi o que mais conquistou melhores voltas entre os participantes – 6 entre 10.

No fim da temporada 2007, Loris Kessel assumiu toda a preparação dos F430 e fez sugestões à FIA (Federação Internacional do Automóvel) com outro projeto de atualização do modelo. A Federação, no entanto, vetou as alterações para 2008 e um carro que em 2007 era promissor, na temporada seguinte não teve o seu potencial confirmado. A FIA só permitiria a redução do peso do carro do ano anterior em 50 quilos, algo tecnicamente impossível, já que o bólido estava em seu limite de peso, insuficiente para acompanhar a evolução dos demais modelos, alguns totalmente refeitos.

Por isso, a saída que a equipe Kessel enxergou para 2009 foi a homologação de um novo modelo – o Ferrari Scuderia -, nada mais que uma atualização mais agressiva do F430, mas que competiria como um novo modelo Ferrari.

No entanto, a Kessel pediu uma quantia alta para fazer a atualização dos F430 que competiam no Brasil e homologá-los como o modelo Scuderia. O valor apenas para uma atualização, era totalmente incompatível com a realidade do mercado brasileiro. E isso aconteceu no início de 2009, bem no auge da crise econômica mundial, o que comprometeu a participação de muitas equipes e pilotos não só no Itaipava GT3 Brasil, mas no automobilismo como um todo – e em todos os países.

Além disso, por causa do curto tempo disponível, Kessel produziria apenas seis unidades do Scuderia para os campeonatos europeus e mais seis para outros países. Destes, somente dois seriam destinados para o Brasil, um com entrega prevista para o primeiro no final de maio e o segundo em julho – meses após a abertura da temporada do Itaipava GT3 Brasil.

Quem conseguiu fazer a mudança para o Scuderia foi o piloto Francisco Longo, porque seu F430 já estava na Europa para reparos e aproveitou para fazer as atualizações. E, por isso, seu carro só estreou no campeonato na terceira rodada dupla da temporada 2009.

Assim, as equipes brasileiras que competiam com o F430 – maioria no grid – se mobilizaram para tentar atualizar os carros de uma maneira eficiente e barata: aumentando a cilindrada de 4.300cm³ para 4.700cm³ – acréscimo do diâmetro e curso do pistão – a fim de aumentar a potência; foi adicionado um radiador de água lateral e um para o óleo do acionamento do sistema hidráulico do câmbio. Com o auxílio de um engenheiro italiano especializado, alguns kits exclusivos foram encomendados para o Brasil. A partir dessa decisão, quatro motores foram montados em uma semana, com resultados surpreendentes, já que até agora não foi registrada nenhuma quebra.

Foi uma medida eficiente, de baixo custo e que atendeu aos competidores de imediato, e evitou a espera pela atualização da Kessel, prevista para durar meses. A equipe CRT foi a que mais andou antes do início da temporada, tendo feito cerca de dois mil quilômetros somente em testes. O time também ganhou reforços em sua área técnica. Como resultado deste esforço, sua principal dupla de pilotos – que havia andado bem no ano anterior – deu um salto de qualidade.

De acordo com o diretor técnico da SRO Latin America, Ivo Sznelwar, ainda haveria uma "fase dois” no desenvolvimento do modelo em 2009, mas foi vetada tanto pela SRO Latin America como pela CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) porque o campeonato já apresentava equilíbrio e o Ferrari já era um carro rápido, sempre com desempenho parelho em relação aos demais modelos. Segundo Sznelwar, os pilotos que competem com o modelo italiano até pediram que houvesse esta "fase dois” para que fosse diminuído o diâmetro do restritor de ar (a fim de diminuir a potência) para que, assim, as equipes tivessem uma margem de manobra e não precisassem de mais desenvolvimentos.

"Foi uma transformação feita com risco controlado, que alcançou um resultado mais do que satisfatório”, disse Ivo. "Nos testes de equilíbrio de desempenho em Interlagos, pouco antes do Christophe Bouchut (piloto oficial de testes da GT3 para a FIA) andar nos carros, o Dodge Viper virou 1min36s com o Matheus Stumpf, mesmo tempo do Ferrari F430 do Allam Khodair; e no final daquela tarde, o Ricardo Maurício virou 1min35s8 com o Porsche 997 – isso depois do Bouchut ter testado o carro alemão”, lembrou. Ou seja, os tempos de pista eram rigorosamente similares. A SRO havia alcançado seu objetivo.

Depois de estrear em 2007, os modelos Ferrari pela primeira vez acompanham na pista o ritmo dos seus concorrentes. Antes, apesar da velocidade nos momentos de melhor configuração (como nas tomadas de tempo), o modelo apresentava perda de desempenho ao longo da corrida. Agora, o F430 conquistou o título de pilotos com Cláudio Ricci/Rafael Derani, ajudado também pelo fato de ser o modelo mais numeroso do grid e de ser preparado por algumas das equipes que mais investem na categoria.

Sobre o Itaipava GT3 Brasil: Realizado por SRO Latin America, o Itaipava GT3 Brasil tem patrocínio da Itaipava e co-patrocínio da Pirelli. A Petrobras é o combustível oficial da categoria.

Site: www.gt3.com.br
 

Queirolo vence e volta à liderança em Curitiba
Quinto lugar de André Posses colocou piloto do Itaipava Racing Team dois pontos à frente de rival antes da última etapa, que será disputada em São Paulo
 

Depois de cinco corridas, Pedro Queirolo refez as pazes com a vitória. O piloto do Itaipava Racing Team, que largou da pole position, teve calma para administrar seu ritmo pensando nos pontos, manter o então líder do campeonato André Posses atrás de si e herdar a liderança após quebra do Maserati número 82 de William Freire/Marçal Melo. O resultado o recolocou na liderança da temporada 2009, dois pontos à frente de Posses, que hoje cruzou a linha de chegada na quinta posição.

Cleber Faria, segundo colocado na corrida, foi a 85 pontos e também alimenta chances matemáticas de conquistar o título em São Paulo, no dia 29 de novembro, data da última etapa do Itaipava Trofeo Maserati em 2009. Vanuê Faria cruzou a linha de chegada em terceiro lugar, mas foi punido pela direção de prova por cortar caminho na chicane após a reta principal, perdendo uma posição; assim, a dupla formada por Eduardo Guedes e Marcelo Skaf ficou com a terceira posição.

Na largada, Queirolo perdeu a liderança para William Freire e se viu no meio de um "bolo” na freada para a primeira curva. "O William acelerou um pouco antes de mim e foi para a direita, e vi que ia se formar um bolo no fim da reta. Fui espremido por vários carros, consegui desviar e mantive a segunda posição, mas eu era pressionado pelo André Posses, que vinha bem rápido”, lembrou o novo líder do campeonato. "Enquanto o William abria distância, eu mantinha um bom ritmo, porque sabia que quando ele parasse para entregar o carro ao Marçal (Melo) eu teria confiança para alcançá-lo”, contou.

Não precisou. William Freire teve de abandonar a corrida na 17ª volta. Seu Maserati teve uma quebra em um raio da roda dianteira, que afetou a pinça de freio. "Foi fadiga na peça e um azar enorme”, lamentou o parceiro de Marçal Melo, que lutava por sua primeira vitória no Itaipava Trofeo Maserati.

Cleber Faria também passou por momentos difíceis na corrida. Na segunda volta, o carro da dupla Cláudio Dahruj/Renan Guerra quebrou o câmbio, e no final da reta, Faria não consegui evitar o impacto contra a traseira do adversário. "Fui bastante cuidadoso na largada porque não queria bater para que o carro não ficasse desalinhado, mas aí o Maserati do Dahruj quebrou o câmbio bem na minha frente e foi impossível desviar”, narrou. "Com a batida, veio um cheiro muito forte de gasolina para dentro do carro e algum fluido vazou para os freios e acabei rodando logo depois”, continuou.

"Mas nas voltas seguintes o carro voltou ao normal. O problema foi que a nossa parada demorou um pouco além do normal. Mas não há o que lamentar. O segundo lugar foi um ótimo resultado. Estou na briga pelo título. Interlagos nos espera”, concluiu o terceiro colocado na temporada, que durante o final de semana sofreu com problemas no carro e teve motor e câmbio trocados.

A dobradinha de Queirolo e Faria garantiu ao Itaipava Racing Team o título antecipado entre as equipes. O de pilotos segue em aberto: Queirolo lidera com 93 pontos contra 91 de André Posses e 85 de Cleber Faria. "A corrida de hoje foi difícil, o carro não rendia muito bem na reta. Fiz o que pude, e o importante foi chegar nos pontos para decidir o título em Interlagos”, afirmou Posses.

A nona – e última – etapa da temporada 2009 do Itaipava Trofeo Maserati acontece no dia 29 de novembro no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Confira o resultado da oitava etapa, em Curitiba:

1º) Pedro Queirolo (SP), 32 voltas em 50min23s168 (média de 140,80 km/h)
2º) Cleber Faria (SP), a 25s491
3º) E.Guedes/M.Skaf (SP), a 36s804
4º) Vanuê Faria (SP), a 34s442* (punido com a perda de uma posição)
5º) André Posses (SP), a 36s987
6º) Alexandre Morsa (SP), a 45s623
7º) Marcello Sant'anna (SP), a 50s645
8º) S.Melo/C.Burza (SP), a 56s349
9º) Valter Rossete (SP), a 1min23s319
10º) M.Melo/W.Freire (SP), a 15 voltas
11º) C.Dahruj/R.Guerra (SP), a 30 voltas
Melhor Volta: André Posses, 1min29s195 (149,13 km/h)

Classificação do campeonato após a oito corridas disputadas:

1-) Pedro Queirolo, 93 pontos
2-) André Posses, 91
3-) Cleber Faria, 85
4-) Edu Guedes, 72
5-) Cláudio Dahruj/Renan Guerra, 65
6-) Marcelo Skaf, 53
7-) Marçal de Melo e Bruno Garfinkel, 51
9-) Carlos Burza e Marcelo Sant’Anna, 49
11-) Vanuê Faria, 44
12-) Samuel Neto, 33
13-) Henrique Assunção, 30
14-) William Freire, 23
15-) Ricardo Ribeiro, 20
16-) Hypolito Martinez, 15
17-) Rafael Derani, Fabio Greco e Sergio Laganá, 14
20-) Valter Rossete, 13
21-) Roberto Laganá, 8
22-) Ricardo Straus e Walter Derani, 7
24-) Lineu Linardi, 6
25-) André Morsa e Alexandre Morsa, 5
27-) Artur Bragantini, 4
28-) M.Barros/R.Ferreira, 2


Sobre o Itaipava Trofeo Maserati: Realizado pela Auto+ Entretenimento, o Itaipava Trofeo Maserati tem patrocínio da Itaipava, co-patrocínio da Pirelli e apoio de Dedine, Krones, Ziemann Liess e T.N.T. Energy Drink.

Confira o site da categoria: www.itaipavatrofeomaserati.com.br

Texto e Informações: Rodolpho Siqueira/Caio Moraes/Cleber Bernuci (ReUnion Press)
 

Rolf vence pela terceira vez na temporada e se mantém na briga pelo título de 2009
Resultado de Curitiba (PR) levou a decisão do campeonato para a etapa final, no dia 29 de novembro, em São Paulo (SP)
 

O paulista Rolf Gemperli conquistou neste domingo (1), em Curitiba (PR), sua terceira vitória em sete etapas da Copa Clio. Desta forma, tornou-se o piloto que mais ganhou neste ano, empatado com o companheiro de equipe, José Vitte. O resultado manteve aberta a disputa pelo título entre os dois competidores da W Racing. José Vitte subiu para 127 pontos e Rolf Gemperli assumiu a vice-liderança, com 105.

Além deles, outro que reúne chances matemáticas é Rodolfo Pousa, que agora tem 104. Depois de dominar os treinos livres, Rolf Gemperli perdeu a pole position no sábado (31), largou apenas em quarto lugar, mas conseguiu imprimir um ritmo forte o tempo inteiro e escapou das inúmeras confusões que marcaram a corrida. Uma delas, um susto e tanto: ele quase atingiu o carro de segurança, que entrou de repente no traçado.

"Estávamos num ponto muito rápido do circuito e o safety car não poderia ter entrado ali da forma que entrou. Tive que frear forte para evitar uma catástrofe”, contou Rolf Gemperli. "Não foi uma prova fácil, mas consegui atingir o objetivo, que era vencer e levar a decisão para Interlagos. Me sinto muito bem preparado, porque venci as últimas duas corridas disputadas lá”, acrescentou.

Apesar dos incidentes que envolveram todos os candidatos à vitória, o primeiro colocado deixou claro que tinha as melhores possibilidades de subir ao lugar mais alto do pódio registrando a melhor volta da prova em Curitiba. "Nós tínhamos um carro bem acertado, perdemos a pole position por um detalhe, mas sabíamos que seríamos competitivos na corrida”, concluiu Rolf Gemperli.

Os dez primeiros em Curitiba

1º) 1 - Rolf Gemperli (SP), 21 voltas em 38:45.960
2º) 9 - José C Vitte (SP), a 0.366
3º) 13 - Rodolfo Pousa (SP), a 0.950
4º) 15 - Raulino Kreis Jr (SC), a 4.473
5º) 21 - Cesare Marrucci (SP), a 4.848
6º) 3 - Claudio Zanotto Jr (MT), a 5.193
7º) 55 - Roberto Santos (SP), a 6.216
8º) 66 - Almir Morales (SC), a 9.353
9º) 47 - Carlos Victorino (RJ), a 23.886
10º) 0 - Wagner Cardoso (PR), a 2 voltas

O campeonato (após 7 de 8 etapas)

1 José Vitte, 127 pontos
2 Rolf Gemperli, 105
3 Rodolfo Pousa, 104
4 Edson do Valle, 97
5 Wagner Cardoso, 74
6 Cesare Marrucci, 29

Texto e Informações: Dinho Leme Comunicação

Fotos: Valmir de Lara

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