Caminhão vencedor foi feito em 28 dias
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Daniel Costa/ Webventure
18/08/07 - 16h12
Direto de Salvador (BA) - Edu Piano venceu seu
segundo Rally dos Sertões nesta sexta-feira, e dessa vez de ponta a ponta,
desde o prólogo em Goiânia, com um caminhão feito em 28 dias. O F4000 de
Piano, que competiu ao lado do navegador Solon Mendes, é cerca de 300 quilos
mais pesado que o mínimo exigido pela categoria.
“Estou realizado, muito contente pelo trabalho de todos. O mérito da vitória
é de toda a equipe, que construiu o caminhão em tempo recorde. Terminamos
mesmo só em Goiânia, e viemos refazendo ele durante todo o rali”, comemorou
Piano.
O piloto afirma que precisou se adaptar não só a
pilotagem do caminhão, mas como também a rotina das equipes de caminhão. “O
caminhão voltava destruído todos os dias, e tínhamos de passar a madrugada
arrumando. Foi uma adaptação muito grande para mim, tiveram noites que dormi
só três horas. Foi uma vitória muito suada”, lembrou o campeão.
Edu Piano participou de
todas as edições do rali desde 1996, quando entraram os carros. Em 2005 foi
campeão pela primeira vez na modalidade. “Agora os verdadeiros campeões são
todos os integrandes da equipe, que trabalharam duro e encararam esse
desafio”, concluiu.
Para Zé Helio, administrar foi o mais
difícil
por
Daniel Costa/ Webventure
18/08/07 - 17h07
Direto de Salvador (BA) - O campeão Zé Hélio conseguiu abrir
uma boa vantagem para seus concorrentes antes do sexto dia de competição,
exatamente o trecho considerado mais difícil pela organização. Dali para
frente, foi só administrar - e esse foi exatamente o problema para o
brasileiro. "Administrar é muito difícil. Controlar a pressão até que é
fácil, mas comecei a me preocupar em não cair, não quebrar nem fazer nada
errado. Essa é a parte mais difícil", conta o campeão.
"É preciso manter uma constância rápida na prova, já que
as motos dos meus concorrentes são mais potentes que a minha. Dez minutos de
vantagem é pouco para eles se eu fizesse algo errado", afirma. A dificuldade
aumentou o gosto pela vitória. "É muito bom vencer uma etapa de campeonato
mundial, com tantos pilotos bons, incluindo dois campeões mundiais", diz o
piloto, a respeito de Cyril Despres e Francisco Lopez, o Chaleco.
"Na verdade vim para disputar na categoria até 450cc, que
já seria muito dura, com o Chaleco, um pilot muito bom. No meio da prova vi
que tinha condições de brigar com os pilotos grandes da KTM. Acreditei na
minha moto e forcei muito", conta.
Para Zé Hélio, a resistência do
equipamento foi fundamental para a vitória. "Acho que a Honda acreditou em
mim e eu acreditei nela. Era um sonho nosso ganhar uma etapa de mundial, já
que existe um domínio da KTM. Já tem quase dez anos que outra marca não
vencia. Acho que a qualidade do meu equipamento contou demais para isso,
porque minha moto não teve um mínimo problema e eu abusei do equipamento.
Forcei demais a moto", conclui.
Pódio dos carros foi definido apenas na
última etapa
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Daniel Costa/ Webventure
18/08/07 - 18h15
Direto de Salvador (BA) - Depois de 4.776
quilômetros de competição, o pódio dos carros no Rally dos Sertões 2007 foi
decidido nos últimos 77km. Paulo Nobre e Felipe Palmeiro conseguiram o
terceiro lugar, que até ontem era de Reinaldo Varela e Marcos Macedo.
“Fizemos um dia bom. A navegação estava difícil novamente
e o Palmeiro conseguiu se sair bem. Terminar em terceiro é bom para nós, que
chegamos a estar em 16º. Fizemos uma prova de recuperação”, comemorou
Palmeirinha. O piloto bateu no segundo dia de prova e perdeu muito tempo.
“Preciso aprender com os erros desse ano e voltar nos próximos para ganhar”,
afirmou. Depois do acidente, a dupla venceu seis das nove especiais, mas
terminou com a terceira colocação.
E nem isso tirou a animação do navegador Felipe Palmeiro.
Em seu primeiro Sertões, o português saiu entusiasmado. “Já participei de
muitos ralis pelo mundo e para mim esse é o segundo maior rali que existe.
Fica atrás apenas do Dakar”, comentou.
Mesmo perdendo uma colocação no último dia, Reinaldo
Varela terminou o Sertões 2007 contente. “Saio com o objetivo alcançado.
Viemos para disputar a categoria. Estávamos perto dos líderes de
'abelhudos', já que não temos um carro que consegue competir com o os mais
potentes”, explicou o piloto.
Recuperação - João Antonio Franciosi também fez
uma corrida de recuperação, após problemas mecânicos. O piloto chegou a ter
mais de uma hora de diferença para Maurício Neves e Clécio Mastrelli, e
terminou o rali com 20min31. “Queria que tivessem mais etapas, e com
especiais longas. A briga ia ser interessante”, comentou.
“Estou muito feliz em terminar o rali. É meu terceiro
ano, e cheguei no final em todos. Acho isso muito importante, já que tenho
vários amigos que não terminaram neste ano. Fizemos tudo certo”, comemorou o
piloto gaúcho.
Para o navegador Eduardo
Bampi, foi surpreendente. “Quebramos no terceiro dia e ninguém dizia que
íamos conseguir chegar. Mas a corrida para mim foi brilhante, terminar com
20 minutos, para quem estava mais de uma hora é ótimo”, concluiu. |