|

Equipes da FEI e Unicamp vencem a Fórmula SAE
BRASIL-PETROBRAS
Competição com universitários de engenharia reuniu 20 equipes neste final de
semana, 18 a 20 de novembro, no ECPA, em Piracicaba, SP
A equipe Fórmula FEI, composta por 20 estudantes do Centro Universitário da
FEI, sagrou-se pentacampeã na 8ª Competição Fórmula SAE BRASIL-PETROBRAS,
encerrada neste domingo, 20 de novembro, em Piracicaba, SP. A equipe de São
Bernardo obteve 915,92 pontos na classificação das provas estáticas e
dinâmicas. A segunda colocação ficou para a equipe F-SAE-Unicamp, da
Universidade Estadual de Campinas, que conquistou 847,34 pontos, seguida
pela equipe V8 Racing, da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens), com
813,08 pontos.
As três equipes paulistas disputaram a competição, que teve início dia 18,
sexta-feira, com mais 17 equipes, de um total de 22 inscritas. Com o
resultado, as duas primeiras equipes colocadas poderão representar o Brasil
em 2012 nas competições da SAE International, realizadas nos Estados Unidos.
A equipe Formula FEI poderá disputar em maio de 2012 a Formula SAE Michigan;
enquanto que a equipe F-SAE-Unicamp, em junho, na Formula SAE Lincoln,
Nebraska.
Para Lucas Kira, capitão e um dos pilotos da Fórmula FEI, o trabalho em
equipe e as mudanças feitas no carro, como nova suspensão, chassi, motor e
transmissão, foram decisivos para o quinto pódio na competição.
“Implementamos muita coisa no projeto, como uso de dinamômetro elétrico para
calibrar o motor, e avançamos mais para aumentar a eficiência”, contou o
estudante do 8º semestre de Engenharia Mecânica da FEI. O carro da FEI pesa
177 kg e tem 61 cavalos.
“Há quatro anos que estamos atrás deste resultado e em 2011 concluímos o
carro com antecedência, com tempo de folga para fazermos os ajustes
necessários, testes e validações”, justificou Erico Fernandes, piloto da
equipe F-SAE-Unicamp, que pela primeira vez conquistou espaço no pódio.
Formando na Unicamp, Erico Fernandes coordenou 32 integrantes na equipe.
Realizada no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), a 8ª
Competição Fórmula SAE BRASIL-PETROBRAS também homenageou as equipes em 8
quesitos, todos relacionados às avaliações feitas pelos juízes:
Melhor Aceleração - equipe Fórmula UNIP, da Universidade Paulista, campus
São Paulo. No teste de arrancada, o carro fez 75 metros em 4,21’.
Melhor Apresentação – equipe Solid Edge, da Escola de Engenharia de São
Carlos da USP.
Melhor Autocross – equipe Fórmula FEI. O carro percorreu circuito de 840 m
em 54”03.
Maior Economia de Combustível – equipe F-SAE-Unicamp.
Custos de Manufatura – equipe Fórmula FEI.
Melhor Enduro de Resistência – equipe Fórmula FEI.
Melhor Projeto/Design – equipe Solid Edge, da Escola de Engenharia de São
Carlos da USP.
Melhor Skid Pad – equipe Fórmula UNIP, da Universidade Paulista, campus São
Paulo. Teste de estabilidade e aceleração lateral do veículo.
Os carros têm motores 4 tempos e cilindrada máxima de 610 cm³, os veículos
Fórmula SAE surgiram na década de 1970, desde então são projetados por
estudantes de graduação e pós-graduação de engenharia, de acordo com regras
definidas pela SAE International.
A mesma competição é realizada, também, nos Estados Unidos, Espanha, Hungria
Inglaterra, Japão, Alemanha, Itália, Áustria e Austrália. O Brasil passou a
integrar o circuito em 2004. O objetivo é fomentar a especialização técnica
da engenharia da mobilidade brasileira, em veículos de alto desempenho.
A 8ª Competição Fórmula SAE BRASIL-PETROBRAS, que reuniu ao todo mais de 300
estudantes de engenharia, também contou com apresentação dinâmica ao público
do primeiro carro fórmula elétrico do Brasil.
Desenvolvido pela FEI, com suporte das empresas VEG Motors e Magneti Marelli
e a pedido da SAE BRASIL, o veículo é alimentado por baterias de celular,
tipo íon de lítio, que levam cerca de 4 horas para carregar e garantem
autonomia de 30 minutos. O fórmula elétrico pesa 320 kg, contando o peso do
piloto, e pode superar os 100 km/h.
Com o protótipo, a SAE BRASIL quer estimular os estudantes de engenharia de
todo o País a desenvolverem veículos da categoria para disputar a 1ª
Competição Fórmula SAE Elétrico, ainda em 2012.
Para o engenheiro Vagner Galeote, presidente da SAE BRASIL, as competições
estudantis promovidas pela entidade desafiam os estudantes no que toca às
habilidades mais desejadas pelo mercado nos profissionais da engenharia. “Os
jovens aprendem a trabalhar em equipe, concebem, constroem e testam o
projeto, tudo dentro das rígidas regras da competição”, conta Galeote.
PROJETO FÓRMULA
SAE
O Projeto Fórmula SAE é uma competição de desenvolvimento de produto, onde
os estudantes devem conceber, projetar, fabricar, e competir com pequenos
carros de corrida estilo fórmula. Iniciada no Texas em 1981, esta competição
foi criada para promover uma oportunidade aos estudantes de nível superior
para ganhar experiência no gerenciamento do projeto e construção, e para
aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso de engenharia. No ano
de 2011, 160 equipes participaram da competição nos Estados Unidos, dentre
estas, 45 equipes estrangeiras vindas de 14 países diferentes.
Criada em 2004, a Fórmula SAE Brasil está a caminho da sua 8ª edição. Em
2010 envolveu 19 instituições de ensino de sete estados brasileiros, num
total de quase 350 estudantes de engenharia, número que cresce
significativamente a cada ano. As equipes melhor classificadas ganham o
direito de representar o Brasil em duas competições internacionais
realizadas nos EUA.
As restrições impostas na estrutura do carro e no motor fazem com que o
conhecimento, a criatividade e a imaginação dos estudantes sejam desafiados.
O carro deve ser construído por um grupo de alunos em um período de um ano e
ser levado para a competição anual para julgamento e comparação com outros
veículos de faculdades e universidades de todo o país. O resultado final é
uma grande experiência para jovens graduandos em um complexo projeto de
engenharia, assim como a oportunidade de trabalhar em um dedicado esforço de
equipe, que tem como maior motivação, o aprendizado.
O Fórmula SAE amplia os conhecimentos técnicos e a capacidade de liderança
dos alunos, além de lhes dar a oportunidade de vivenciar o processo de
desenvolvimento do produto do início ao fim. A equipe precisa fabricar um
produto de qualidade dentro de prazo e orçamento bastante limitados. Aqueles
que participam do programa ganham experiência significativa em gerenciamento
de projeto, design, ensaios, análises, controle financeiro, comunicação e
planejamento.
A complexidade dos veículos exige que seus integrantes se especializem nos
variados sistemas que compõem um carro deste tipo, como o powertrain,
freios, direção, suspensão, sistemas elétricos, chassis e segurança, o que
aumenta ainda mais a qualidade dos profissionais que passam pelo projeto em
sua vida universitária.
A COMPETIÇÃO
FÓRMULA SAE
Durante 3 dias de evento, os carros passam por provas estáticas e dinâmicas,
avaliando a performance de cada projeto na pista, assim como as
apresentações técnicas das equipes, que inclui projeto, custo, e uma
apresentação de marketing
Meses antes da competição, os estudantes enviam para o comitê organizador
relatórios de custos, estrutura, atenuador de impacto e projeto. Os
relatórios são avaliados por engenheiros especialistas, e já valem como a
primeira parte da avaliação dos protótipos.
Já durante a competição, nas provas estáticas, as equipes devem demonstrar
mais detalhadamente se o carro apresentado no projeto equivale com o
apresentado no evento. São avaliadas as soluções apresentadas, nos aspectos
de manufatura, custos e qualidade do produto final. Os estudantes devem
também comprovar numa apresentação para diretores da indústria
automobilística que seu produto é economicamente viável dentro do nicho de
mercado. Além das avaliações do projeto, o carro também é avaliado: todos os
carros passam por uma criteriosa inspeção técnica, onde são vistoriados
itens de segurança e regulamento.
As provas dinâmicas são realizadas no segundo dia do evento. São realizadas
provas específicas para determinar o carro melhor ajustado para a
competição; prova de aceleração numa reta de 75 metros, prova de
estabilidade lateral, e por fim uma volta em uma pista montada por cones.
No domingo, a prova mais difícil de todo o final de semana, um enduro de
resistência de 22 km, numa pista travada, que exige muito dos carros e
pilotos. Há uma parada no meio da prova para troca de pilotos, e verificação
da integridade do veículo. Se uma simples arruela cair do carro, a equipe
está desclassificada da prova. Os veículos que conseguirem passar pelo
enduro, ainda passam pela prova de consumo de combustível.
Todas as provas são pontuadas de maneiras diferentes, de maneira a garantir
que o melhor conjunto de projeto e carro vença a competição.
HISTÓRICO
A competição teve inicio nos Estados Unidos em 1981, substituindo uma versão
anterior chamada Mini-Indy. A carência de engenheiros especializados em
veículos de alta performance alavancou o surgimento da competição.
Impulsionada pelas três grandes montadoras Americanas: General Motors, Ford
e Chrysler (hoje Daimler Chrysler); que viram nessa competição uma
oportunidade única de garimpar novos engenheiros para suas engenharias de
produto. Esse apoio se fortaleceu com o tempo e as empresas ficaram
plenamente satisfeitas com os estudantes que eram contratados, tanto que, em
algumas edições a competição ocorreu em seus próprios campos de prova, como
o da GM (1991), da Ford (1992 e 2006) e da Chrysler (1993).
Com o passar dos anos, diversas empresas se uniram as "Três Grandes" e além
de contratar alunos, ainda desenvolveram produtos específicos para o Fórmula
SAE, como por exemplo a Goodyear, que possui uma linha de pneus específica
para essa categoria, e mais recentemente a Mahle, que construiu seu primeiro
motor especialmente para o Fórmula SAE.
No Brasil a 1ª competição do Fórmula SAE ocorreu no ano de 2004. A tendência
da competição, como ocorre no exterior, é assumir um importante caráter
educacional na formação e aprimoramento dos novos engenheiros, contribuindo
de maneira significativa para sua formação profissional, capacitando-os na
busca por soluções de problemas, trabalho em equipe, desenvolvimento de
fornecedores, planejamento e análises de custos, simulando o desenvolvimento
de um novo produto desde o projeto até a fabricação e testes, tendo como
estímulo a competição. Atualmente a competição acontece na Austrália,
Itália, Inglaterra, Alemanha, Brasil e Estados Unidos, onde são reunidas as
melhores equipes de cada país.
|
 |
|

|
|
A SAE BRASIL (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade) é uma associação
sem fins lucrativos e que congrega pessoas físicas (engenheiros,
técnicos e executivos) unidas pela missão comum de disseminar técnicas e
conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade em suas variadas
formas: terrestre, marítima e aeroespacial.
A SAE BRASIL foi fundada em 1991 por executivos dos segmentos automotivo
e aeroespacial, conscientes da necessidade de se abrirem as fronteiras
do conhecimento para os profissionais brasileiros da mobilidade, em face
da integração do País ao processo de globalização da economia, ora em
seu início, naquele período. Desde então a SAE BRASIL tem experimentado
extraordinário crescimento, totalizando mais de 5 mil associados e 10
seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do
Brasil, constituindo-se hoje na mais importante sociedade de engenharia
da mobilidade do País.
A SAE BRASIL é filiada à SAE International, uma associação com os mesmos
fins e objetivos, fundada em 1905, nos EUA, por líderes de grande visão
da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica,
dentre os quais se destacam Henry Ford, Thomas Edison e Orville Wright,
e tem se constituído, ao longo de mais de um século de existência, em
uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos
aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 5 mil
normas geradas e mais de 85 mil sócios distribuídos por 93 países. |
Texto e informações: Divulgação SAE Brasil
Fotos: Murilo Braz








Deus é bom, e sua misericórdia dura para sempre!!! |