Equipe da Poli USP é a campeã da 15ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS
Vice-campeã foi a equipe FEI Baja 2, do Centro Universitário da FEI, de São Bernardo do Campo; seguida pelas equipes Tupy Uiraçu, da Universidade Federal de Santa Catarina; FEI Baja 1, da FEI; e pela Mangue Baja 1, da Universidade Federal de Pernambuco.

 

A equipe Poli Arsenal, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli USP), sagrou-se neste domingo (22) campeã da 15ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba, São Paulo. A equipe obteve 934,83 pontos na competição de engenharia, que apontou como segunda colocada a equipe FEI Baja 2, do Centro Universitário da FEI, de São Bernardo do Campo, com 925,15 pontos. A terceira colocada na competição foi a equipe Tupy Uiraçu, da Universidade Federal de Santa Catarina, com 838,73 pontos, seguida pelas equipes FEI Baja 1, da FEI; e Mangue Baja 1, da Universidade Federal de Pernambuco.

Realizada pela SAE BRASIL e com 55 equipes presentes, de um total de 73 inscritas, a competição teve início no dia 19, quinta-feira, com avaliações de segurança, e terminou com o esperado Enduro de Resistência, que contou com 50 carros na pista, desenvolvidos e construídos por estudantes de 14 Estados do País, além de Brasília e Estados Unidos. Com o resultado, as equipes Poli Arsenal e Tupy Uiraçu poderão representar o Brasil na Baja SAE Wisconsin, que será realizada pela SAE International, de 11 a 14 de junho, em Milwaukee, EUA. A equipe FEI Baja também representará o País em Wisconsin, porque venceu a competição internacional em 2008, no Canadá.

Para as equipes da Poli USP o resultado era esperado. “As nossas equipes vêm num processo de crescimento contínuo na Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS e este ano investimos bastante nos carros”, afirmou Filipe Santos, integrante da equipe da Poli USP, representada também pela equipe Eco-Poli, a 13ª colocada. Os dois carros ganharam geometria de suspensões especiais para travessia de obstáculos e saltos, além de volantes com regulagem de ângulo e distância para melhor dirigibilidade. “O conhecimento obtido nos últimos anos com o Projeto Baja vem sendo repassado entre as nossas equipes e está aí o resultado”, comemorou o estudante. A equipe Poli Arsenal foi vice-campeã ano passado em Piracicaba.

A Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS premiou, ainda, as equipes em oito categorias:

Melhor Aceleração - equipe Poli Arsenal.
Melhor Velocidade Máxima – equipe Baja UFMG 1, da Universidade Federal de Minas Gerais.
Melhor Suspension & Traction – equipe Uribaja, da Universidade Regional Integrada (RS).
Melhor Relatório de Projeto – equipe Poli Arsenal.
Melhor Apresentação de Projeto – equipe FEI Baja 1.
Melhor Enduro de Resistência – equipe Tupy Uiraçu.
Melhor Conforto do Operador – equipe FEI Baja 2.
Melhor Tração – equipe Mauá 2, do Instituto Mauá de Tecnologia, de São Paulo.

Foram quatro dias de avaliações de segurança, apresentações de projeto e provas dinâmicas aplicadas por juízes especializados. Uma das provas – Suspension & Traction - foi a principal novidade para as equipes e constituiu de uma pista exigente e cheia de surpresas, muitas irregularidades, subidas e descidas fortes, e vários obstáculos com toras de madeira, que exigiram forte desempenho dos sistemas de suspensão, tração, direção e, sobretudo, robustez dos carros. Além disso, as provas de aceleração, velocidade máxima e uma verificação específica de frenagem obrigaram as equipes a aprimorarem os sistemas dos veículos SAE Baja, que se mostraram ainda mais leves e eficientes.

Antes da cerimônia de premiação das equipes vencedoras, a Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS comemorou a sua 15ª edição com homenagem aos pioneiros pela criação do Projeto Baja no Brasil São eles: os professores Álvaro da Costa Neto, da Escola de Engenharia de São Carlos da USP, José Ângelo Rodrigues Gregolin, da Universidade Federal de São Carlos, José Tomaz Vieira Pereira, da Unicamp, Ricardo Bock, da FEI, Ronaldo Salvagni, da Poli USP, e Sérgio Moriguchi, da Escola de Engenharia Mauá. O grupo foi auxiliado pelo engenheiro Guilherme Sortino, ex-gerente da SAE BRASIL.

Besaliel Botelho, presidente da SAE BRASIL, destacou a satisfação da associação de engenheiros em realizar a 15ª edição da Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, que exerce grande contribuição para o desenvolvimento da engenharia da mobilidade brasileira. Segundo o executivo, o Projeto Baja permite aos estudantes o contato pleno com os desafios reais da engenharia e a atuação em todas as etapas de projeto, construção e testes de um veículo. “Os participantes saem da competição mais preparados para o mercado”, afirmou o presidente da SAE BRASIL.

O RZone parabeniza todas as equipes campeãs da edição Baja 2009, assim como organizadores e voluntários.



Sobre a SAE Brasil
 

A SAE BRASIL é uma associação sem fins lucrativos e que congrega pessoas físicas (engenheiros, técnicos e executivos) unidas pela missão comum de disseminar técnicas e conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade em suas variadas formas: terrestre, marítima e aeroespacial.
A SAE BRASIL foi fundada em 1991 por executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial, conscientes da necessidade de se abrirem as fronteiras do conhecimento para os profissionais brasileiros da mobilidade, em face da integração do País ao processo de globalização da economia, ora em seu início, naquele período. Desde então a SAE BRASIL tem experimentado extraordinário crescimento, totalizando mais de 5 mil associados e 10 seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se hoje na mais importante sociedade de engenharia da mobilidade do País.
A SAE BRASIL é filiada à SAE International, uma associação com os mesmos fins e objetivos, fundada em 1905, nos Estados Unidos, por líderes de grande visão da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica, dentre os quais se destacam Henry Ford, Thomas Edison e Orville Wright, e tem se constituído, ao longo de mais de um século de existência, em uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 5 mil normas geradas e mais de 85 mil sócios distribuídos por 93 países.


Texto e Informações:
Maria do Socorro Diogo (Companhia de Imprensa)

Logo Comemorativo: Alexandre C. Rodrigues (Universidade Federal de Santa Catarina)

Fotos: Murilo Braz e Francinete Braz

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